Deus escolhe pessoas; não faz acepção delas.

O Senhor Jesus Cristo é o Leão da tribo de Judá e não recusa ninguém (Ap 5:5; Rm 2:11).


Quanto crente na igreja fazendo acepção de pessoas, começando pelo próprio pastor que deveria ser o primeiro a cuidar das ovelhas, mas age como lobo, espantando-as, afastando-as, destratando-as, ferindo-as, com palavras duras e cruéis de exclusão e rejeição, dizendo: “Você é coxo; não serve para servir, mas somente ser servido.” (na igreja), mencionando Levítico 21:16-23, inadvertidamente; por quê? Porque a referência é tipo de Cristo, prenuncia Cristo que não tinha defeitos.


Todavia, o Senhor que é o único verdadeiramente santo, procura pessoas para fazerem a sua obra que, mesmo sendo isentas de defeitos físicos, trazem consigo as máculas do pecado em seu interior visto que todos somos filhos de Adão e destituídos estamos da glória de Deus se ele não nos salvar. Portanto, Deus não nos exclui.


Um bode (Pv 30:31) pode ser símbolo de liderança, mas também é símbolo de opressão ao manifestar uma conduta ímpia e pecaminosa pelo traço marcante da desobediência no chamado pastoral quando ignora ou distorce a palavra de Deus segundo as suas conveniências — quando a presença de um crente fiel pode atrapalhar os seus maus intentos dentro da igreja, e por isso pretende mantê-lo distante, deturpando o real sentido do texto bíblico em seu favor e contra o fiel. Que bode está no púlpito da igreja ou no palco da igreja? E que crente ovelha está seguindo que crente bode?

Aprendemos de Deus que somos à sua imagem e semelhança, e aprendemos do apóstolo Paulo que devemos ser seus imitadores como ele era de Cristo. Em que correspondemos a essas ordenanças quando cobramos de outro crente o que Deus não cobra, justamente porque Deus respeita o arbítrio das pessoas?


Todavia, os crentões e santões da igreja não respeitam o arbítrio dos outros crentes, achando que esses devem fazer aquilo que eles entendem como certo, não levando em consideração o que de fato é certo aos olhos de Deus. Ou seja, a verdade e a vontade de Deus não importa e, portanto, não prevalece.

Por que é mais fácil obedecer ao sistema do que a Deus? Talvez porque é possível ver o homem e não é possível ver Deus; ou seja, o homem que prefere dar ouvidos à voz de outro homem, por questões de doutrinas e religiosidades, deixa-se levar por materialidades em detrimento da sua espiritualidade para com Deus.


Ele “decide” agradar o homem, religioso, mesmo que isso não seja o que Deus lhe pede para fazer. Se Deus lhe disser aos ouvidos ou à mente ou ao coração: “Não dê dízimo!”, ele vai retrucar: “Não, não vou deixar de dar dízimo porque essa é uma lei que está no meu coração.” Quer dizer, ele prefere obedecer às ordenanças eclesiásticas a obedecer às ordenanças do próprio Deus por julgar que Deus aprova ordenanças humanas.


Um pastor-bode pode dizer a um futuro ministro: “Você deve ser um dizimista para se tornar um ministro.”, mas ele jamais diria: “Você deve aprender mais sobre o dízimo da Lei e saber que ele já foi abolido na Graça e por isso mesmo não precisa ser dizimista para se tornar um ministro. O crente-ovelha, por sua vez, obedeceria às últimas palavras.



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