𝗨𝗺𝗮 𝘁𝗿𝗶𝗻𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗯𝗲𝗺 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿 𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿

“Sejam, portanto, espertos como cobras e simples como pombas” (Mt 10:16).

“Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro: assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Cl 3:13).

“—Senhor, se meu irmão continuar pecando contra mim, até quantas vezes eu devo perdoar-lhe? Até sete vezes? Jesus, porém, lhe respondeu: —Eu não lhe digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18:21,22).

A parábola das dez virgens prudentes (Mt 25:1-13) nos admoesta a sermos prudentes em face de pessoas desleixadas com a própria vida espiritual e moral.

É preciso ter cuidado com o senso de bondade, pois pessoas mal intencionadas abusam da boa vontade daqueles que, desinteressadamente, buscam perdoar e ajudar os outros pelo simples desejo de estarem bem diante de Deus e com eles mesmos.

É preciso perdoar assim como Jesus ensina, sabendo que perdoar é uma decisão. Essa decisão implica em estar em paz, e perdoar significa estar em paz consigo mesmo. Porém, isso não nos impede de sermos prudentes, ou seja, de termos mais cuidado com aqueles que perdoamos ou ajudamos, apesar de que a malícia deles, às vezes, supera o nosso cuidado.

Ademais, também é necessário saber que determinadas situações nos remetem de volta a situações passadas quando alguém fez algo que nos causou alguma decepção, tristeza, mágoa, etc. Contudo, a lembrança de tais fatos não significa que não estejamos curados daquele mal antigo.

Na verdade, somente Deus tem o poder de lidar com fatos novos sem precisar recorrer a fatos antigos. Nós lutamos a cada etapa para correspondermos a essa capacidade divina, mas não a alcançamos porque não temos o poder do esquecimento como Deus.

No entanto, o fato de não esquecermos não significa que não tenhamos sido curados de um mal passado, como um ressentimento, uma frustração, ou qualquer mal que tenham nos causado. Uma vez que perdoamos com a consciência em Cristo, perdoamos em verdade.

Nessa prática do perdão, não estamos livres das lembranças de fatos antigos que acabam nos servindo como exemplos para explicarmos novas situações que surgem baseadas nos mesmos problemas passados.

Isso não significa que estamos remoendo problemas já resolvidos, mas servem tão somente para fins de reforço do aprendizado em casos recidivos. No entanto, há pessoas que não entendem isso e pensam que tais lembranças são um reflexo de aprisionamento a questões mal resolvidas.

Contanto que não seja para re-machucar, re-ofender, jogar na cara, não há problema algum em relembrar fatos passados quando a única finalidade é promover reflexões para aperfeiçoamento espiritual ou moral.

Sabedoria, discernimento e prudência: eis a combinação trina perfeita a ser empregada nas ações de perdoar e ajudar a fim de não ser prejudicado ao buscar praticá-las.

Portanto, o que deve nos preocupar é a busca pela paz interior e por um ambiente de paz e harmonia onde impere a verdadeira alegria. É preciso evitar ambientes onde volta e meia ocorrem revoltas estúpidas, desarrazoadas, desnecessárias e totalmente injustas e infundadas.

A fim de disfarçarem seus erros, alguns se fazem de vítimas acusando outros que não cometeram erro algum. Nessa hora, é preciso discernimento espiritual para a pessoa saber com quem está lidando a fim de que não se torne culpada pelo erro do outro.

Tudo isso pode ser perdoado, mas a prudência no tratar com as pessoas jamais pode ser esquecida. Neste sentido, é preciso ter sabedoria e discernimento para aprender a lidar com as pessoas de modo que não te façam mais sofrer novamente.

Destaque
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© 2016 por Monica Campello. Escritora para a glória de Deus! Professora graças a Deus!