𝗚𝘂𝗮𝗿𝗱𝗮𝗿 𝗝𝗲𝘀𝘂𝘀 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀

Jesus não estava colhendo e depois comendo as espigas assim como seus discípulos faziam. Isto não significa que Jesus estivesse querendo “tirar o corpo fora”, como muitos pretendem difamá-lo.

Basta pensar como um pai: o pai fica “saciado” pela simples satisfação de ver a fome de seu filho saciada, mesmo que ele próprio não se alimente.

Além disso, ele fica observando seus filhos para protegê-los do “lobo mau”. Este pode chegar a qualquer momento a fim de arrebatar o seu ”rebanho” e castigá-los a seu bel prazer.

Assim, Jesus não estava colhendo nem comendo as espigas para que pudesse ficar de “guarda”, cuidando de seus discípulos (filhos) para que eles não sofressem nenhuma ameaça por parte daqueles que queriam prejudicá-los.

Logo, Jesus não estava guardando o sábado, mas ”guardando” os seus filhos num dia de sábado. Não exigiu que seus filhos guardassem o sábado, mas os guardou no sábado.

Isto justifica a palavra de Jesus de que “o sábado foi feito por causa do homem”, para que, à semelhança de Deus, tivesse um dia para descanso, e obedecer a esta ordenança era uma honra a Deus. Um memorial eterno? Sim! Não como “legalismo” porque a lei já se cumpriu em Cristo, mas como oferta de louvor e adoração a Deus — isto é e deve ser eterno.

Logo, “o homem não foi feito por causa do sábado” como que para adorar o sábado, transformando a ordenança em prática de idolatria. Para acabar com essa prática danosa que se criou a partir da falta de entendimento da ordenança divina, Jesus se declarou Senhor do sábado, Dono do sábado, Autoridade sobre o sábado, Deus acima de todas as leis, porque todas elas são criadas por Deus que é Jesus o Dono da graça que se sobrepõe à lei.

Nem o sábado, nem o pardal, nem o lírio do campo, nem a aboboreira — ilustrações bíblicas — valem mais que os filhos de Deus, que assim são chamados pelo fato de o adorarem em espírito e em verdade.

Essa é a verdadeira explicação sobre a atitude de Jesus no sábado diante de seus discípulos que colhiam espigas para comê-las a fim matar a fome.

Transformaram o propósito de Deus da guarda do sábado em: um fardo difícil de se carregar por causa da carga da idolatria que interesseiros colocaram sobre ele de modo que o objetivo de Deus já tinha sido transtornado; uma cobrança abusiva de seu exercício sobre os fiéis subordinados aos homens da lei.

Jesus, então, ilustrou: No sábado não se pode curar? Não se pode salvar? Não se pode operar milagres? Não se pode colher alimentos para saciar a fome de um filho? Não se pode retirar um filho de escombros ou de uma cova profunda? Jesus é Deus e como Deus veio à terra para livrar as pessoas de legalismos que as aprisionam em vez de as libertar.

Deus fez o sábado porque veio antes do sábado. Depois disso desceu à terra para mostrar que aqueles sacrifícios feitos anteriormente nos dias de sábado não precisavam mais serem feitos porque agora ele se fez espiritualmente o sábado eterno para seus filhos, isto é, cada crente que acredita que ele é Deus.

Se Jesus é Deus, a sua palavra deve receber toda a credibilidade. Se ele diz que é Senhor do sábado, então ele é Senhor do sábado. Ou se acredita no que Jesus diz ou não se acredita. Jesus não era homem para que mentisse nem era homem de meias verdades; portanto, não cabem meias verdades a respeito da sua verdade eterna. Jesus era e é Deus.

Não se deve ficar buscando explicações para uma coisa que Jesus deixou muito clara: Jesus se fez sacrifício uma vez por todas, não sendo mais necessário nenhum outro sacrifício visto que nenhum outro pode substituir o que ele fez. Logo, não é mais preciso que se faça o sacrifício da guarda do sábado: Jesus quem o aboliu é o mesmo Deus quem antes de sua obra vicária o instituiu.

Não precisamos mais guardar o sábado, pois Jesus se fez sábado espiritualmente para sempre a todos quantos nele creem. A guarda do sábado serviu como sombra das coisas futuras, ou seja, as coisas pertinentes à Nova Aliança. Apenas sombras e tipos que anunciavam a vinda e a manifestação do Salvador eterno.

Não precisamos mais guardar o sábado que simboliza “a lei”, conforme a Antiga Aliança de Deus com o povo de Israel para que se lembrassem perpetuamente da sua obra da criação e do seu descanso sabático. Nesse período testamentário, sendo seu povo à sua imagem e semelhança, deveria guardar o sábado como memorial eterno.

Não devemos mais “guardar o sábado”, mas “guardar Jesus” que simboliza a Nova Aliança da graça de Deus, que é Jesus, com o povo de Israel que inclui não apenas judeus, mas também gentios como nós hoje.

Agora não precisamos mais praticar a lei da guarda do sábado para relembrar a obra de Deus e de seu descanso visto que somos à sua imagem e semelhança, mas estamos livres da lei da guarda do sábado para relembrar a obra feita por Jesus para que pudéssemos descansar nele que é o descanso para as nossas almas (Mt 11:29) e se fez repouso para nós, como está escrito: “Portanto, há um descanso completo e perfeito para o povo de Deus.” (Hb 4:9); para nós sobre quem já não há mais o peso do jugo da servidão da lei, pois o jugo de Jesus é suave (Mt 11:30). Quem está guardando Jesus e suas palavras em seu coração?

O sábado foi criado por causa do homem, mas o fermento da religiosidade e a contaminação pelo pecado levaram seus feitores a se desviarem da lei verdadeira que foi dada por Deus porque já não podiam compreendê-la: Deus não quis induzir o seu povo a meras práticas ritualísticas, mas à verdadeira adoração ao Senhor.

O que Jesus declarou foi para esclarecer que a necessidade do homem está acima dessas práticas, como a sua libertação e salvação. A colheita feita pelos discípulos naquele sábado com a permissão de Jesus refletia a necessidade deles.

Antes, lembrávamos do descanso de Deus e agora lembramos que Jesus, o próprio Deus, se fez descanso por nós. Por isso ele disse que destruiria o templo e em três dias o reergueria: o templo antigo deixaria de existir para dar lugar a um novo templo, que não está fora de nós, inacessível, mas habita em nós pelo poder do seu Espírito Santo. Por isso o véu se rasgou, mas parece que querem remendá-lo!!


Destaque
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© 2016 por Monica Campello. Escritora para a glória de Deus! Professora graças a Deus!