EVANGELISMO E CORGEM

Quais são as duas espadas Evangelismo e Coragem


Parece complicado compreender Lucas 22:36,38:


“Então Jesus disse: — Pois agora quem tem uma bolsa ou sacola deve pegá-la; e quem não tem espada deve vender a capa e comprar uma. Aí os seus discípulos disseram: — Senhor, aqui estão duas espadas. — Basta! — respondeu ele.”

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Jesus nunca proibiu ninguém de fazer nada. Isso compreendeu bem o apóstolo Paulo quando disse que tudo é lícito mas nem tudo convém.


Ou seja, é preciso aprender a aplicar a palavra de Deus consoante a sua verdadeira vontade. No presente contexto, Jesus não está falando em espadas literais, apesar de em nenhum momento ele proferir argumento contra o seu uso.


Porém, ele adverte os seus discípulos a não buscarem recursos fora Do seu próprio poder emanado pelo seu Espírito Santo. Isso significa que ele sabia que espadas literais não poderiam impedir o cumprimento das Escrituras, mas ele sabia que a espada do Espírito deveria ser usada. Quando?


O “Basta” de Jesus implica em duas interpretações pertinentes:

1. Jesus fala em duas espadas como sendo suficientes. Que espadas são essas? A coragem e a palavra de Deus. Os discípulos deveriam começar a se preparar a partir daquele momento para terem coragem para pregar a palavra de Deus, pois a partir daquele momento Jesus começaria a deixá-los terrenamente em direção aos céus;

2. Não se trata de suficiência quanto ao número de espadas, mas de insuficiência na compreensão da sua palavra, sobre o que de fato ele queria significar: que o Reino de Deus não é ganho por violência.


Assim, o entendimento da palavra de Deus revela que após a sua morte e ressurreição, ele nos deixou uma missão: levar o evangelho a todas as nações com coragem. E é neste ponto que somos capacitados por Deus para exercitarmos o nosso talento; não devemos deixá-lo escondido (Mt 25:14-30), mas devemos empregá-lo para a glória de Deus.


Ou seja, não desfalecer no caminho por causa das adversidades, por causa das pedras de tropeço humanas que se levantam contra o mistério da salvação de almas; ”humanas” porque essas tropeçam na Pedra de tropeço que é Jesus, pois todo aquele que não o aceita como seu Senhor e Salvador tropeça na sua palavra e na sua vontade.


Devemos estar preparados para pregar o evangelho exatamente conforme Deus nos instrui, i .e., em todos os sentidos descritos na Bíblia, conscientes dos riscos que deverão ser assumidos pela causa do seu Reino. 


Mas o próprio Deus nos sustenta e conforta com sua palavra:


“Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar” (Js 1:9).


A presença santíssima de Deus é conosco, o Deus Emanuel, Deus Shamah.


Será que estamos mesmo dispostos a fazer a obra de Deus em meio a tantas adversidades e obstáculos? Se estamos dispostos ou não a fazermos a obra de Deus, uma coisa é certa: foi-nos disposto um talento a cada um de nós, um talento que envolve disposição e coragem para levar o evangelho de Jesus aos necessitados da sua presença e de seu poder de restauração.


Caso não cumpramos com essa missão, certamente o Senhor nos perguntará: “O que vocês fizeram com a Palavra de Deus que lhes foi confiada?” E, então, lembraremos de sua palavra: “Cada um responde segundo as suas obras”. Saibamos, portanto, que cada um de nós é responsável pelos próprios atos e por eles responderemos naquele dia em que Jesus voltar para os seus. Crês tu isto?


Leitura recomendada: Hebreus 13:5-17.


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